A secretária do Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos de Meneses, adiantou que o cadastramento será feito em etapas. “Iniciaremos o cadastramento durante o mês de março e a primeira etapa será feita pela equipe do Programa Cidadão, que vai fazer a mobilização, o chamamento das comunidades, retirar a documentação das pessoas que ainda não tem. No segundo momento, vamos com a equipe do Cadastro Único para fazer a inscrição das pessoas que ainda não têm o Bolsa Família”, explicou.
Ela acrescentou que o trabalho tem uma abrangência até na área da saúde. “Isso é importante porque as famílias das comunidades quilombolas vão poder acessar outras políticas. Também estamos chamando a Emater, que emitirá a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), para que eles tenham acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A Secretaria de Saúde para ver problemas como anemia. Enfim, fazer um acompanhamento mais sistemático de programas como Minha Casa Minha Vida, da Educação e referenciar todas essas comunidades quilombolas nos Centros de Referências de Assistência Social”, afirmou.
Durante dois dias, os participantes tiveram a oportunidade de aprender com técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e do Governo do Estado detalhes sobre o cadastramento das famílias quilombolas no Cadastro Único, além da troca de experiências entre as comunidades.
A secretária Aparecida Ramos lembrou que a iniciativa será desenvolvida no Brasil todo, mas a Paraíba foi escolhida pelo MDS para iniciar o projeto de cadastramento da população quilombola. Em todo o Estado, existem 35 comunidades quilombolas certificadas em 23 municípios paraibanos. A estimativa é que 2.700 famílias vivam nestas localidades. Dessas, 725 estão no Cadastro Único, mas só 634 são beneficiárias do Programa Bolsa Família.
paraiba.pb.gov.b
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