sexta-feira, 8 de março de 2013

Começam aulas nas 48 escolas estaduais com Ensino Médio Inovado


As 48 escolas da rede estadual que possuem o Programa Ensino Médio Inovador (Proemi) já estão em pleno funcionamento na Paraíba. Neste programa são beneficiados 14.776 alunos da rede estadual nas escolas localizadas em 38 municípios do Estado. O objetivo do ProEMI é apoiar e fortalecer o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de ensino médio, ampliando o tempo dos estudantes na escola e tornando o currículo mais dinâmico.
“Este ano estamos avançando com o Proemi e a importância desse programa é significativa, considerando os avanços que vimos no ano passado, que foi o primeiro ano de implantação. Nós tivemos uma série de dificuldades, relacionadas à estrutura física das escolas e transporte escolar, mas pudemos ver que mesmo com essas dificuldades, o resultado pedagógico superou, avançou e foi inclusive reconhecido nacionalmente, mostrando que essa é uma experiência curricular interessante, positiva, que tem identidade com o jovem do ensino médio e estamos atentos, enquanto gestores, a isso”, analisou a secretária de Estado da Educação, Márcia Lucena.
O Proemi destaca a aprendizagem criativa, a valorização da leitura, o desenvolvimento da capacidade de aprender, a interdisciplinaridade, entre outros fundamentos que integram a proposta metodológica desta modalidade de ensino em volta dos eixos: trabalho, tecnologia, ciência e cultura.
Uma das escolas participantes do Proemi na Paraíba é a Escola Estadual de Ensino Médio Severino Cabral, localizada no bairro de Bodocongó, em Campina Grande. Com 300 alunos matriculados, a escola é destaque no contexto educacional pela excelência do seu projeto pedagógico e pelo exitoso resultado em unir a participação da comunidade e da família em prol da formação crítica dos alunos.
“O Proemi é um programa indutor de uma educação integral, no sentido não só do tempo que os alunos permanecem na escola, mas integral do ponto de vista de uma proposta mais humana, e a Escola Estadual Severino Cabral tem um bom trabalho pedagógico que vem dando as respostas que os jovens precisam”, destacou a gerente executiva de Ensino Médio e Educação Profissional da Secretaria de Estado da Educação (SEE), Ana Célia Lisboa.
De acordo com a diretora da escola, professora Maria Santana, por meio da reestruturação curricular desenvolvida, a escola passou a realizar ações e propostas que promovem a interdisciplinaridade e tornam a aprendizagem mais significativa para o educando. “Nós desenvolvemos projetos que ampliem as habilidades e competências dos alunos para que eles estejam completos e tenham um grande leque de conhecimento. A parte diversificada do nosso projeto pedagógico é o que incentiva nossos alunos”, afirmou a professora.
A Escola Estadual Severino Cabral foi contemplada com o 14º salário, por meio do Prêmio Escola de Valor, por dois anos consecutivos, e 14 professores de seu quadro também receberam o 15º salário em 2012 dentro do Prêmio Mestres da Educação. Em 2006, a escola representou a Paraíba nos Estados Unidos pelo Prêmio Gestão Escolar. Atualmente, na escola estão sendo desenvolvidos os projetos “Escreveu não leu, o cordel comeu”, “Escola Sustentável”, “A Horta”, entre outros. Além desses projetos, a escola firma parceria com instituições como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), onde desenvolve o programa “Forma Engenharia: Gestão dos resíduos sólidos” do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), em parceria com a companhia Vale. O programa contempla quatro alunos que recebem uma bolsa de R$ 161,00/mês.
O aluno Gabriel Monteiro, do 2º ano, participa do projeto Forma Engenharia e destaca a integração do aprendizado com a prática na escola e na comunidade. “O programa é muito bom pra mim. Por causa dessas pesquisas eu já tenho meu laboratório de química em casa e quero fazer o curso de Engenharia de Alimentos”, contou.
“Nossa rede está se preparando para proporcionar uma educação integral cada vez melhor e para isso estamos adquirindo mobiliários e equipamentos, refeitórios, bandejas, bancadas térmicas, ou seja, estamos fazendo esse investimento além dos recursos pedagógicos, como é o caso da robótica, dos laboratórios de matemática e dos tablets, objetivando melhorar o fazer pedagógico nas escolas e principalmente nas escolas em tempo integral”, destacou Ana Célia Lisboa.
Proemi – O Programa Ensino Médio Inovador é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Secretaria de Educação Básica. Foi instituído pela Portaria nº 971, de 9 de outubro de 2009 e integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como estratégia do Governo Federal para induzir a reestruturação dos currículos do Ensino Médio. Os projetos de reestruturação curricular possibilitam o desenvolvimento de atividades integradoras que articulam as dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia, contemplando as diversas áreas do conhecimento a partir de oito macrocampos.

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Comemoração ao dia da mulher








































































































O dia da mulher foi comemorado em grande estilo na Escola Nossa Senhora do Bom Conselho. Hoje dia 08 de Março.Veja nas fotos.

terça-feira, 5 de março de 2013

Cultura de paz nas escolas é tema de encontro de educadores em João Pessoa

Segunda-feira, 04 de março de 2013 - 15h52
Aproximadamente 200 educadores, entre diretores, coordenadores pedagógicos, professores comunitários e coordenadores do Programa Mais Educação participam, nesta segunda-feira (4), do Encontro de Sensibilização e Formação Inicial para uma Cultura de Paz: Educação Emocional e Social. O evento acontece no Hotel Netuanah, no Bairro do Cabo Branco em João Pessoa, e é promovido pela Secretaria da Educação (SEE), por meio da Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Geeief). A abertura ocorreu com a apresentação do “Bolero de Ravel”, executado pelo saxofonista Jurady do Sax.
De acordo com a gerente da Geeief Aparecida Uchoa, a proposta de Cultura de Paz: Educação Emocional e Social tem como objetivo melhorar a convivência na escola, reduzir a violência e contribuir para o aumento dos índices de aprendizagem. “Estão participando do encontro educadores de 64 escolas que trabalham com o Mais Educação no Estado”, explicou.
O professor João Roberto de Araújo, fundador e orientador do Sistema de Educação Liga Pela Paz foi o palestrante do encontro. Segundo ele, a  Educação para a Paz/Educação Emocional e Social  é desenvolvida pela Inteligência Relacional por meio da Liga Pela Paz, metodologia focada na disseminação dos conceitos de cultura de paz e não violência para educadores e educandos do ensino fundamental.
Ele ressaltou que, para a criança que frequenta uma escola em tempo integral, é imprescindível a inclusão de conteúdos sobre diálogo, cooperação, diversidade e negociação de conflitos. “A Educação negligenciou e não valorizou as emoções do conhecimento”, avaliou o professor João Roberto.
A metodologia Liga pela Paz já foi implantada em escolas públicas de mais de 130 municípios do país, abrangendo 19 Estados. Milhares de crianças estão recebendo, regular e sistematicamente, aulas de cultura de paz e não violência.
O Programa Mais Educação (escola em tempo integral), funciona na Paraíba em 471 escolas e a patir do segundo semestre passará para mais 131, no total de 602. Destas escolas, algumas optaram por trabalhar dentro da Educação em Direitos Humanos com a Cultura de Paz. A expectativa é que essa ação fortaleça o Projeto de Enfrentamento à Violência nas Escolas desenvolvido pelo Governo do Estado.

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Governo inicia entrega de tablets a alunos e professores da rede estadua




O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE), já iniciou a entrega dos 26.400 tablets às escolas de ensino médio da rede estadual. O investimento total do Governo nesta ação é de R$ 19.259.471,07. A entrega começou em João Pessoa, nas escolas Liceu Paraibano, Olivina Olívia, Instituto de Educação da Paraíba (IEP) e agora segue nas demais unidades de ensino.
Os tablets estão sendo distribuídos com alunos da 1ª série do ensino médio, nos quais foram aplicados recursos no valor de R$ 12.209.736,00, oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Os professores do Ensino Médio também receberão 15.243 tablets, sendo 5.243 adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), representando um investimento de R$ 2.424.835,07; e 10 mil com recursos próprios do Tesouro Estadual, na ordem de R$ 4.624.900,00.
A estudante Francilene de Lima Guimarães, 14 anos, faz o 1º ano do ensino médio no Liceu Paraibano e recebeu um tablet na manhã desta quinta-feira (28). “Vai ser muito bom poder usar o tablet na sala de aula. Poderemos interagir com os professores, dando ideias de exercícios para serem feitos no aparelho. Isso mostra que a educação no Estado está evoluindo”, afirmou. A mãe da aluna, a doméstica Frassinete Pedro de Lima, também aprovou a medida do Governo. “Será mais fácil para minha filha estudar. Foi muito boa essa ação”, disse.
O aluno Pedro Rodrigues, de 15 anos, também comentou sobre a importância do recebimento dos tablets: “A tecnologia ajuda a estudar e receber o tablet vai ser um estímulo a mais para nossa vida acadêmica. Essa foi uma ótima ação do governo”.
O torneiro mecânico Fernando Antônio Laurentino afirmou que a filha, Maísa Vieira, de 13 anos, estava ansiosa para receber o aparelho. “Vai facilitar os estudos dela, pois todas as informações que ela precisar poderá encontrar aqui. Ela quis que eu viesse buscar logo o tablet, pois estava ansiosa para usá-lo”, contou.
“Os tablets dos alunos poderão ser levados para casa, pois da mesma forma que não vamos restringir conteúdo, não vamos restringir o tempo e local onde o aluno vai estudar, tendo uma experiência completa com o equipamento, aproveitando o máximo do potencial”, observou a secretária da Educação, Márcia Lucena.
Ela explicou também que, por se tratar de um patrimônio público, tanto os professores quanto os alunos que se desligarem da escola terão que devolver o equipamento à escola. Os tablets serão utilizados como conteúdo complementar e não substituirão os livros didáticos.
A diretora do Liceu Paraibano, Telma Rodrigues, informou que os pais dos alunos, ao receberem o tablet, assinam um termo de posse e uso do dispositivo. “No documento, há a descrição do aparelho e os alunos ficam responsáveis por cuidar dele até o 3º ano do ensino médio. Em caso de desistência ou troca de escola, eles terão de devolver o tablet”, explicou.
Os tablets possuem 10.1 polegadas, 16 gigas de armazenamento, acesso à rede sem fio e sistema operacional Android 4.0. De acordo com a secretária Márcia Lucena, o objetivo deste investimento é estimular a linguagem eletrônica, própria dessa geração, e aproximá-la do processo de ensino e aprendizagem utilizando este tipo de equipamento.
Ela disse ainda que não haverá nenhum filtro de conteúdo e uma equipe de suporte técnico em cada escola ou um núcleo de suporte em todo o Estado fará a manutenção dos aparelhos, com assistência técnica da empresa onde foi feita a aquisição.

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Estudantes viram cientistas em escola pública da Serra Gaúcha

Pesquisa, documentação, inclusão e desenvolvimento de habilidades fizeram parte do projeto pedagógico da escola gaúcha (foto: arquivo da EM Catulo da Paixão Cearense)
Qual a diferença entre aurora boreal e aurora austral? Por que os felinos roncam? Por que os dinossauros foram extintos? Inquietos com questões como essas, os alunos do quinto ano da Escola Municipal Catulo da Paixão Cearense, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, reviraram livros, revistas e a internet para descobrir. Não só aprenderam, como vestiram jalecos de cientistas para dar aulas aos colegas. 

O projeto pedagógico Pesquisadores Malucos – Trabalhando com o Método Científico, criado pelo professor Willian Daniel Hahh Schneider, 23 anos, surgiu com perguntas dos próprios alunos, que têm de 10 a 12 anos de idade. A primeira etapa constou da escolha das perguntas. Os estudantes foram posteriormente divididos em seis grupos de quatro. “Eles foram estimulados a achar hipóteses para as perguntas, de acordo com o conhecimento prévio”, explica Willian.

A terceira etapa do método científico foi a pesquisa em livros, revistas e na internet. Em seguida, os alunos foram orientados a documentar todas as etapas das pesquisas no laboratório de informática. Ele usaram o software conhecido como wiki, que pode ser baixado gratuitamente. A quinta etapa constou da preparação de material didático, como cartazes e maquetes. A sexta e última foi a apresentação do trabalho aos demais colegas de sala de aula. “Todos os alunos receberam jalecos brancos para se transformar em cientistas malucos”, conta o professor. “Quem trabalha com conhecimento é um pouco maluco, não é? E quem não é um pouco maluco não é normal hoje em dia.”

Com formação em biologia e acostumado a pesquisar em laboratório, o professor revela que o projeto surgiu para desenvolver pesquisas com os alunos do quinto ano e, assim, responder às perguntas, passando por todas as etapas de um método científico. “No final, muitos não encontraram uma resposta concreta”, afirma. “Para explicar a origem das estrelas, por exemplo, há a teoria criacionista, de Deus, e a teoria científica, do bigue-bangue, que teria dado origem ao universo.”  Inclusão — O projeto de pesquisa teve o mérito de incluir todos os estudantes. Na sala do professor Willian, em 2012, havia três alunos com deficiência: uma cega, um com baixa visão e altas habilidades e um com síndrome de Asperger e dificuldade em conhecimento matemático, mas com domínio na área de ciência. “A síndrome é um tipo de autismo, mas ele responde a qualquer pergunta da disciplina”, ressalta o professor. “Ele se interessa por ciência.”

Esse estudante foi incentivado a apresentar como ocorre o aquecimento global e o efeito estufa. E o aluno com altas habilidades usou vinagre e bicarbonato de sódio para demonstrar como um vulcão entra em ebulição. “Era tudo o que ele queria”, diz o professor. 

A aluna cega cantou a música Lindo Balão Azul, de Guilherme Arantes. De acordo com o professor, a estudante emocionou alunos, professores e pais. Ela participou do grupo que pesquisou sobre o surgimento das estrelas. “Por que fazer tanto? Quando a gente vê a turma pró-ativa e disposta a colaborar para atingir os objetivos, a solução vem em forma de outra pergunta: então, por que não fazer tanto?”, destaca Willian.

O surgimento de mais perguntas deve motivar a continuidade dos cientistas malucos na escola. “Eles querem bis, e isso é muito bom”, afirma Willian. Ele está entre os 40 professores de escola pública que tiveram os projetos pedagógicos premiados em 2012 pelo Ministério da Educação. “Vou continuar com o projeto, com outras perguntas”, garante. “O mundo não é movido pelas respostas, mas pelas perguntas.”

O professor acredita que os estudantes captaram a ideia. “A resposta vem e desencadeia outra pergunta, e a ciência, como o método científico, sempre evoluiu dessa forma.” 

Rovênia Amorim

sábado, 2 de março de 2013

Professores de inglês da rede estadual de ensino participam de curso nos EUA


Sete professores de língua inglesa de escolas estaduais da Paraíba participaram de um intercâmbio nos Estados Unidos, onde fizeram um curso de aperfeiçoamento de seis semanas para o ensino de inglês no Brasil, integrando um grupo de 540 brasileiros. Os professores foram selecionados entre 1.600 candidatos para o programa do Institute of International Educacion (IIE).
Da Paraíba, participaram professores do Lyceu Paraibano (João Pessoa), Nenzinha Cunha Lima (Campina Grande), Doutor Hortênsio de Souza Ribeiro (Campina Grande), Cônego José Vital Ribeiro Bessa (Mataraca), Maria Honorina Santiago (Santa Rita), Orlando Venâncio dos Santos (Cuité) e Professora Ilza Ribeiro de Almeida (Conde).
O curso foi promovido pela Fulbright Brasil (Comissão para intercâmbio entre EUA e Brasil), Embaixada dos EUA no Brasil e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC). Foram selecionados professores de língua inglesa da rede pública de ensino básico de cada um dos Estados brasileiros e do Distrito Federal. Os pré-requisitos para o curso eram ser professor de rede pública de ensino e não estar no estágio probatório.
O curso faz parte do Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos EUA (PDPI). O programa busca fortalecer a fluência oral e escrita em inglês, compartilhar metodologias de ensino e avaliação que estimulem a participação do aluno em sala de aula, estimular o uso de recursos online e outras ferramentas na formação continuada de professores e na preparação de planos de aula. Estão cobertos pelo PDPI custos com o curso, alojamento, alimentação, seguro saúde, passagens aéreas de ida e volta, visto J-1, taxas e materiais escolares, além de uma ajuda de custo.
Os sete professores paraibanos participaram do graduation (término do curso) no último dia 22 de fevereiro, em 15 Estados americanos. “Participar do curso foi uma experiência riquíssima, pois mesmo estando grávida, com coragem e garra, consegui concluir as seis semanas e me capacitar para melhorar a qualidade do meu trabalho”, destacou a professora Ana Carolina Queiroz.

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Professor da rede estadual de ensino representa o Nordeste em Jerusalém


O professor de língua portuguesa e língua espanhola das Escolas Estaduais Francisco de Assis Gonzaga (Campina Grande) e Nossa Senhora das Graças (Ouro Velho), Arysttótenes Prata, foi o único do Nordeste selecionado pelo projeto Shoá Revisitada, um trabalho interdisciplinar de ensino de Português e História, utilizando a literatura de cordel. O trabalho desenvolvido pelo professor paraibano chamou a atenção dos investigadores da Escola Internacional de Estudos do Holocausto, em Jerusalém.
Selecionado pelo projeto “Shoá Revisitada: o que meus alunos têm a dizer…”, o professor Ary compôs, juntamente com seus alunos, um cordel sobre uma temática específica. “Eu comecei o cordel, fiz algumas sextilhas onde descrevia o Holocausto de uma maneira histórica e propus que os meus alunos terminassem, com suas impressões sobre esse evento terrível da nossa história e eles aceitaram o desafio e aprenderam o conteúdo. De quebra, compuseram poesias que foram registradas ao final no cordel”, explicou o professor.
A Yad Vashem é uma organização judaica que mantém um complexo onde funciona o Museu do Holocausto e a Escola Internacional de Estudos do Holocausto. A cada ano, professores da América Latina são reunidos a partir de uma seleção criteriosa de currículo e projetos pedagógicos, para um encontro onde aprenderão sobre a cultura judaica e a Shoá.
De 130 professores inscritos da América Latina, apenas 30 foram selecionados. Os países selecionados foram Argentina, Honduras, Chile, Peru, Brasil, Panamá, Paraguai e Costa Rica. No Brasil, apenas cinco professores brasileiros foram selecionados, sendo quatro de São Paulo e apenas o professor Ary representando o Nordeste. “Adquiri muito conhecimento para compartilhar com nossos educadores paraibanos e também com meus alunos”, finalizou o professor.

Governo da pb